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Ministério dos Negócios Estrangeiros

Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora (GAID)

O Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora está vocacionado para identificar, apoiar e facilitar o micro e pequeno investimento com origem nas Comunidades Portuguesas e Luso-descendentes dirigido a Portugal, acompanhar projetos em curso ou em perspetiva e estimular e orientar as iniciativas de internacionalização de empresas de base regional, da referida dimensão.

Para cumprir aqueles objetivos, o GAID atua em estreita coordenação com a rede diplomática e consular, assumindo a qualidade de eixo funcional e interativo entre os agentes económicos e representativos do associativismo empresarial da Diáspora, o tecido empresarial nacional e entidades e organismos do Estado que, em função da matéria e tutelas, se integram neste ciclo de intervenção.

No mesmo sentido, opera em rede com os Gabinetes de Apoio ao Emigrante junto de um número crescente de Municípios nas vertentes do empreendedorismo e da promoção das potencialidades económicas locais e do desenvolvimento regional.

Para esse efeito a rede de GAEs está a ser ampliada, e atualizada com a introdução de novas valências estimulando a vocação para a abordagem empresarial e económica. Estes Gabinetes de Apoio ao Emigrante são designados de 2ª geração.

Como complemento operacional e suporte destas dinâmicas, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, estabeleceu uma rede de pontos focais onde estão representantes das entidades institucionais, tais como ministérios, institutos e organismos públicos, e outros que permitem facilitar e canalizar a informação necessária ao tratamento dos processos, projetos e propostas provenientes dos investidores e promover a agilização possível e necessária para resposta adequada às exigências deste setor.

INICIATIVAS

II Encontro de Investidores da Diáspora – Viana do Castelo 2017

O IIº Encontro dos Investidores da Diáspora decorreu em Viana do Castelo nos dias 15 e 16 de dezembro de 2017, numa iniciativa da Secretaria do Estado das Comunidades Portuguesas/Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora (GAID), em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo. O evento contou ainda com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, do Turismo do Porto e Norte, da Fundação AEP e, da comunicação social, da revista PORT.Com e do Jornal Alto Minho.

Em dois dias, o evento reuniu cerca de 570 participantes, incluindo, para além de 10 membros do Governo e 20 autarcas, 340 representantes de empresas, de câmaras de comércio e do associativismo empresarial, portugueses e luso-descendentes, oriundos de 36 países dos 5 continentes (essencialmente países e regiões de maior concentração das comunidades portuguesas) e ligados a numerosas áreas de
 atividade económica, sobressaindo os setores do comércio, turismo, indústria e novas tecnologias. Estiveram ainda presentes em Viana do Castelo dirigentes e representantes de instituições ligadas direta ou indiretamente à promoção do investimento e/ou da internacionalização económica, entidades nacionais, regionais e locais, autarcas e responsáveis municipais, bem como numerosos orgãos de comunicação social.

O evento proporcionou informações e esclarecimentos sobre oportunidades de investimento em Portugal e sobre oportunidades de investimento nos países e regiões onde temos comunidades portuguesas. Consolidou-se como uma boa prática de atração e de valorização do investimento da Diáspora em Portugal e como rede de internacionalização dos empresários que querem expandir os seus negócios em países onde existem comunidades portuguesas significativas. Ficou plenamente evidenciada e valorizada a importância económica da Diáspora e a dimensão estratégica do mercado global que representa, ao mesmo tempo que se proporcionou um ambiente favorável ao networking, à partilha de experiências, à identificação de afinidades, ao conhecimento e ao lançamento de bases de futuras e eventuais parcerias numa pluralidade de áreas de atividade económica.

De uma forma global, o Encontro de Viana do Castelo:

- consolidou-se, na sequência da sua primeira edição em 2016, como uma boa prática de atração e valorização do investimento da diáspora em Portugal e como rede para a internacionalização de empresas com base na diáspora;

- facultou aos participantes um conjunto significativo de informações e esclarecimentos, em áreas muito relevantes para os negócios, sobre
oportunidades de investimento em Portugal e sobre oportunidades de investimento nos países onde temos comunidades portuguesas, com o apoio destas;

- confirmou ser a diáspora portuguesa um ativo estratégico com uma força, uma dinâmica e uma capacidade de atuar e inovar, a valorizar, potenciar e divulgar adequadamente pelo nosso país;

- espelhou a constatação de que o crescimento do investimento em Portugal (IDE e investimento oriundo da diáspora) constitui um importante indicador de confiança crescente no nosso país;

- evidenciou a importância do papel desempenhado pelos municípios e regiões na chamada “territorialização” dos fluxos de investimento com origem ou destino na Diáspora e no apoio direcionado aos investidores que neles pretendam concretizar as suas iniciativas.

 

No final do Encontro, o Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas informou que, a partir de 2018, serão realizados Encontros intercalares de Investidores da Diáspora, com o primeiro previsto para este verão, nos Açores, e um subsequente na Madeira, em 2019. Da mesma forma, anunciou que o IIIº Encontro de Investidores da Diáspora decorrerá na região da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, assentando esta opção nos seus fortes índices de emigração, em indicadores sociais que exigem maior investimento na valorização dos recursos locais, bem como na conjugação do tecido rural daquela região com um tecido industrial em que se destacam os setores agroalimentar, do calçado, do vestuário, da restauração e do turismo cultural.

 

BREVE ENQUADRAMENTO DO PROCESSO

O processo dos encontros dos investidores portugueses na diáspora, subordinado ao tema “Conhecer para Investir”, consubstanciou-se com o Iº Encontro, que decorreu em Sintra, em dezembro de 2016, e com o IIº Encontro, realizado em Viana do Castelo, em dezembro de 2017. Ambos tiveram elevada afluência de participantes e resultados e retorno muito positivos. Com esta iniciativa, e em estreita cooperação com numerosas entidades nacionais, regionais e locais, públicas e privadas, pretende-se promover a dinamização do tecido empresarial da diáspora portuguesa e do seu duplo potencial, enquanto origem de fluxos de investimento e destino de iniciativas de diversificação de mercados por parte de empresários portugueses. Em benefício de todas as partes, a ideia é ir ao encontro das preocupações, questões e interesses concretos dos participantes, facultando-lhes o acesso a conhecimentos e informação em áreas-chave para os seus negócios, nomeadamente ao nível dos mecanismos institucionais de apoio ao investimento em Portugal (estando para o efeito presentes representantes das relevantes instituições e instrumentos de apoio ao investimento ou ligados às áreas funcionais que lhe estão mais diretamente associadas), facilitando-lhes o estabelecimento de redes de contacto com entidades importantes para as suas atividades económicas e também com outros investidores, proporcionando-lhes o espaço para possíveis oportunidades de negócios ou parcerias e oferecendo-lhes uma plataforma privilegiada para o diálogo, o debate, a partilha de experiências e boas práticas, e o esclarecimento de dúvidas em tempo real. Ao mesmo tempo, procura-se contribuir para fortalecer um sentimento identitário comum entre os empresários portugueses pelo mundo, independentemente dos países onde estão estabelecidos e das realidades e contextos específicos em que se inserem.

O IIº Encontro em Viana do Castelo inseriu-se numa lógica de continuidade e consolidação, ao mesmo tempo que contou também com valências temáticas adicionais que lhe conferiram grande interesse e valor acrescentado e refletiram a realidade do mundo globalizado, crescentemente competitivo e em modernização acelerada, no qual é indispensável que os empresários da Diáspora se insiram, criando novas parcerias e novas redes. Nesse sentido, a agenda e a participação foram alargadas a áreas tão importantes como as novas tecnologias, as redes de “networking” e interação da comunidade portuguesa nos países em que se integram, o universo académico (em Portugal e as redes universitárias portuguesas no estrangeiro) e a cooperação regional e transfronteiriça.

 

Carta-Convite do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

Programa do IIº Encontro de Investidores da Diáspora (Viana do Castelo, 15-16 dezembro 2017)

I Encontro de Investidores da Diáspora – Sintra 2016

Encontra-se em preparação o “I Encontro de Investidores da Diáspora”, a decorrer nos dias 16 e 17 de Dezembro de 2016, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. O evento afirmou-se como uma oportunidade de reunir em Portugal, empresários residentes no exterior, Câmaras de Comércio, responsáveis municipais e agentes ligados aos investimentos e à internacionalização para, a um tempo, valorizar a importância económica da Diáspora e a dimensão estratégica do mercado global que representa e proporcionar um ambiente favorável ao networking, à partilha de experiências, à identificação de afinidades, ao conhecimento e ao lançamento de bases de futuras e eventuais parcerias numa pluralidade de áreas de atividade económica.

Para esclarecimento de eventuais dúvidas contactar gaid@mne.gov.pt ou 21 394 6447/6825.

Programa

Imagem Oficial do Encontro

Comunicado de Imprensa

Entrevista do Coordenador GAID sobre I Encontro de "Investidores da Diáspora"

Entrevista do Coordenador GAID à RDP Internacional sobre "I Encontro de Investidores da Diáspora"

Conclusões do I Encontro

Decorreu, como previsto, dias 16 e 17 dezembro 2016, Sintra, Centro Cultural Olga Cadaval, “I Encontro de Investidores da Diáspora”, iniciativa do Gabinete Senhor Secretário Estado das Comunidades Portuguesas.

  • O Evento contou com a participação de 255 agentes empresariais Diáspora provenientes 38 países e representantes/responsáveis Câmaras de Comércio, Associações Empresariais, Fundações, Instituições ensino e áreas educação e formação, entre outras entidades, públicas e privadas, 21 Municípios e Comissões Intermunicipais e cerca de 50 empresários e representantes tecido económico e de empreendedorismo Município Sintra. Convergiu para Sintra um espetro alargado de áreas de atividade com incidência, sobretudo, nos serviços, logística, indústria, comércio, distribuição, turismo, hotelaria e imobiliário, tecnologia e informática, Banca, gastronomia e vinhos e de consultoria e apoio jurídico à atividade empresarial.

  • As presenças dos Senhores Ministros dos Negócios Estrangeiros, Ministro-Adjunto e da Economia, em diferentes momentos do “Encontro”, conferiram-lhe dimensão política de relevo. As intervenções de diversos Secretários de Estado nas aberturas dos diferentes painéis temáticos contribuíram decisivamente, também, para a projeção do “Encontro” e testemunharão o interesse a adesão que, no plano institucional, suscitou.

  • Ao longo dia e meio de trabalhos, “Encontro” terá proporcionado:

(i) condições francamente favoráveis ao conhecimento e troca de experiências, ao desenvolvimento de cadeias de contato e de exploração de eventuais parcerias de negócio, numa lógica de complementaridades de interesses e prioridades estratégicas de cada um;

(ii) ocasião para reforçar a perceção de identidades e afinidades entre agentes económicos portugueses residentes no exterior;

(iii) interação com agências, institutos e organismos oficiais que, no plano interno, tutelam domínios relevantes em matéria de investimento em Portugal e internacionalização de micro e pequenas empresas;

(iv) informação útil e, por vezes, nem sempre imediatamente disponível ou de acesso fácil relativa regimes e quadros de apoio e financiamento ao investimento.

  • As principais linhas de força e reflexão que ficam, para o futuro, resultado intervenções, temas abordados e dinâmicas, de facto, geradas ao longo “I Encontro de Investidores da Diáspora” poderão ser sistematizadas seguinte modo:

 (i) A expressão económica da Diáspora e dimensão do mercado que representa como origem e destino, a um tempo, de investimento e internacionalização; a consciência de que se trata de um paradigma inovador da abordagem da realidade da Diáspora mas que não exclui restantes (cívico, associativo, social, político, cultural)

(ii) O potencial deste mercado é consequência direta do dinamismo dos agentes económicos portugueses residentes no exterior e do seu capital de influência nas sociedades de acolhimento e junto dos respetivos decisores políticos e económicos; neste capítulo, os luso-eleitos revestem-se de importância estratégica notável;

(iii) O conhecimento, a proximidade e a confiança enquanto condições determinantes para se gerarem fluxos de investimento e se intensificarem laços económicos com Portugal;

(iv) Consequentemente, a urgência de se corresponder à necessidade de mais e melhor informação a prestar ao potencial investidor: como e onde pode investir, que parceiros identificar, com que apoios pode contar;

(v) O papel determinante da comunicação social e a sua responsabilidade na formação de opiniões sobre o potencial do empreendedorismo da Diáspora e na sua divulgação, sobretudo junto dos decisores institucionais internos;

(vi) A importância dos Municípios como agentes e polos catalisadores de atração e captação de investimento e geradores de internacionalização de empresas de base regional; traduz, na prática, o conceito de “territorialização” dos fluxos económicos com origem e tendo como destino a Diáspora, que tem como fundamento a ligação estreita do português residente no exterior à sua terra de origem;

 (vii) Neste contexto, a afirmação inequívoca da interatividade e articulação entre o MNE/GSECP/GAID e os GAE’s;

(viii) O fenómeno do associativismo económico; realidades alcançadas e metas ainda a atingir; é desejável que o potencial da Diáspora possa gerar fórmulas locais inovadoras e “comprometidas” de “convergência empresarial” enquanto instrumentos de defesa de interesses e objetivos próprios e também de promoção das relações bilaterais económicas e de investimento com Portugal;

 (ix)  “Conhecer para investir”; a inserção dos agentes económicos da Diáspora no Mundo Global; a importância da comunicação, da interação pessoal, do diálogo em rede e do conhecimento como pilares da globalização.

  • O “I Encontro de Investidores da Diáspora” terá, assim, correspondido aos propósitos e expetativas de difundir e projetar o trabalho que ao longo de 2016 o GAID tem desenvolvido sob orientação do Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, numa lógica de permanente coordenação intergovernamental.

  • O “II Encontro” terá lugar nos dias 15 e 16 de Dezembro de 2017, em Viana do Castelo, no Forte de Santiago da Barra.