Última atualização:  2019-08-24

Nota importante


As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações e conselhos, e são suscetíveis de alteração a qualquer momento. Nem o Estado Português, nem as representações diplomáticas e consulares, poderão ser responsabilizadas pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí resultantes.

 

Avisos

 

1. Aviso para os portugueses residentes no Quénia e turistas que se encontrem no país entre 24 e 31 de agosto.

Entre 24 e 31 de agosto, o governo queniano realizará entrevistas para a recolha de informação para a elaboração de um censo, com visitas a todos os edifícios e habitações do país, incluindo hotéis. 

Recomendamos a consulta da informação facilitada pelas autoridades quenianas, em particular o “Kenyan Bureau of Statistics”, (https://www.knbs.or.ke/) sobre como se levará a cabo o censo, em especial sobre a obrigatoriedade de participação no mesmo de todas as pessoas que se encontram em território queniano durante o período do censo. Recomenda-se a colaboração com as autoridades locais.

2. Os viajantes devem registar as suas deslocações junto do Gabinete de Emergência Consular (gec@mne.pt). Para eventual necessidade de esclarecimento, ou apoio suplementares podem igualmente ser contactados a Embaixada de Portugal em Nairobi (luisa.fragoso@mne.pt) e o Consulado Geral de Portugal em Maputo (frederico.silva@mne.pt, margarida.cordeiro@mne.pt e daniela.ferreira@mne.pt).

3. A ocorrência de ataques com explosivos em Nairobi, em 2013, e o massacre da Universidade de Garissa, em 2015, levaram o Governo queniano a estabelecer medidas de segurança que persistem até hoje. Em 15 de janeiro de 2019, registou-se um novo atentado terrorista na capital, depois de um período de vários anos em que os ataques do grupo Al-Shabaab se vinham caraterizando pelo uso de minas terrestres principalmente nas zonas limítrofes com a Somália. O atentado de 2019 centrado no hotel Dusit D2 e no complexo de escritórios adjacente, localizado em Nairobi, na área de Westlands, foi rapidamente controlado pela polícia e pelas forças especiais, restaurando-se, no dia seguinte, a segurança. No passado dia 26 de janeiro, registou-se, no centro de Nairobi, uma explosão de intensidade moderada, atribuída ao rebentamento de uma bomba artesanal. Nessa ocasião, as autoridades locais apelaram à população para reforçar a vigilância e solicitaram aos operadores de hotéis, restaurantes, bares, centros comerciais, escolas, locais de cultos para aumentar o controlo dos acessos às suas instalações. Os operadores de transportes públicos, coletivos e individuais, devem observar os passageiros e reportar circunstâncias anormais. A polícia anunciou que aumentaria o controlo nas estradas.

A proximidade geográfica do Quénia em relação às zonas de conflito e instabilidade no Continente Africano; a participação do Quénia nas operações de combate a grupos terroristas na Somália; a capacidade de atrair um elevado número de turistas e o facto de a cidade de Nairobi ser a sede do escritório africano das Nações Unidas e a capital económica regional, parecem ser as principais razões que tornaram este país num alvo dos grupos radicais: para além dos frequentes atentados e atos de sabotagem no Norte do país, a capital também tem sido afetada por múltiplas ações terroristas, nomeadamente em 2013, quando o grupo Al-Shabaab atacou um dos principais centros comerciais de Nairobi; em 2015, com o massacre da Universidade de Garissa; e no passado dia 15 de janeiro de 2019, com o ataque ao complexo de escritórios e hotel Dusit. As autoridades quenianas alertam para o risco de poderem vir a ocorrer em breve novos ataques terroristas, principalmente em hotéis, discotecas, bares, centros comerciais, edifícios e transportes públicos, pelo que se reitera a necessidade de prudência nas deslocações no país, mantendo-se uma vigilância permanente e dando prioridade à segurança pessoal.

Acresce a necessidade de precaução relativamente a incidentes pontuais de criminalidade comum. Aconselha-se prudência nas viagens por estrada, principalmente na rodovia que liga Mombaça ao Uganda, atendendo ao elevado índice de sinistralidade automóvel e a eventuais assaltos. Deve-se evitar a circulação durante a noite.

Desaconselham-se viagens às áreas próximas da fronteira com a Somália.

No passado dia 12 de abril, dois médicos cubanos, com escolta policial, foram sequestrados por um grupo não identificado.

 

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