Última actualização: 2019-10-15

 

Nota importante:

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações e conselhos, e são suscetíveis de alteração a qualquer momento. Nem o Estado Português, nem as representações diplomáticas e consulares, poderão ser responsabilizados pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.

Destaques/ Avisos

Aviso 2019-10-15

- A situação no Equador conheceu melhorias significativas no final do dia 14 de outubro, tendo havido acordo entre Governo e confederação indígena para suspender o polémico decreto que determinara a eliminação dos subsídios aos combustíveis, até que seja possível chegar a acordo quanto a um novo decreto para reduzir esse subsídio com critérios de “racionalização e sectorização”. Nesse mesmo dia foi levantado o “toque de queda” (recolher obrigatório), bem como grande parte das restrições de circulação pelo país.

- Embora a situação pareça, por agora, ter acalmado significativamente, tendo os indígenas desmobilizado, será ainda prematuro afirmar que tudo voltou à normalidade, pelo que apenas os próximos dias dirão se a “crise” ficou resolvida ou apenas adiada. Assim, subsiste a recomendação de, pelo menos para já, se evitar qualquer viagem não essencial ao Equador. Há ainda registo de vários voos cancelados, situação que se espera retorne à normalidade no espaço de uma semana.

 

Antecedentes:

 No dia 3 de outubro as comunidades indígenas iniciaram protestos em Quito e arredores - que rapidamente se alastraram a demais partes do país - como reação ao aumento considerável dos custos dos combustíveis. Estes protestos têm sido instrumentalizados para protestar contra medidas de austeridade impostas pelo Governo (exigidas pelo FMI), não se restringindo já às comunidades indígenas. Há relatos de que haverão "forças não identificadas", bem organizadas e em parte compostas por estrangeiros, a aproveitar-se dos protestos indígenas para destabilizar o país.

 -  No dia 12 de outubro, e já após o Presidente Lenin Moreno decidido mudar, temporariamente, a capital administrativa de Quito para a cidade de Guayaquil, os protestos escalaram, tendo ocorrido incidentes violentos em Quito, motivo pelo qual foi decretado "toque de queda" (recolher obrigatório) a partir das 15h, tendo as forças militares sido instruídas a assumir o controlo das ruas. Registaram-se muitas estradas e vias de acesso bloqueadas, pelo que a circulação se tornou muito difícil, havendo registos vários sobre a impossibilidade de se chegar a pontos de saída do país assim como de vários voos cancelados.

 

 

A situação securitária no Equador não é preocupante, embora se registem vários casos de criminalidade comum, tal como nos demais países da região. É um dos países mais visitados por turistas nesta região. O bom senso indica que não é aconselhável viajar desacompanhado em horas noturnas (sobretudo sendo mulher), sendo que quanto mais remota for a localização, maior é o risco potencial para a segurança dos viajantes. Tem-se registado casos de assaltos à mão armada e roubos nas zonas urbanas de Quito e Guayaquil e também vários roubos (também a turistas) nos autocarros entre localidades. Por uma questão de segurança, recomenda-se utilizar apenas táxis oficiais (amarelos), pedidos através de chamada telefónica ou de aplicações para telemóvel como “easytaxi”.

Recomenda-se evitar viagens não imprescindíveis à região fronteiriça com Colômbia, pois trata-se de uma região sob controlo das Forças Armadas, devido à presença de grupos guerrilheiros, traficantes de droga e grupos criminosos.

A situação de segurança na província de Esmeraldas, especialmente a zona fronteiriça com a Colômbia, degradou-se significativamente ao longo deste ano, devido à atividade de grupos armados organizados que têm efetuado atentados contra as Forças Armadas e sequestrado civis (foram sequestrados e posteriormente assassinados três jornalistas e um casal de equatorianos). Em caso de ser absolutamente imprescindível atravessar a fronteira, recomenda-se que o faça apenas pelos locais de passagem oficiais.

É importante conhecer o número de emergência para turistas – 911 (gratuito e disponível 24/7) – pois o Ministério de Mobilidade Humana tem programas especiais e preferenciais para dar assistência a turistas em casos de emergência (saúde, acidente, insegurança, etc). Pode também descarregar a aplicação para o seu telemóvel: http://www.ecu911.gob.ec/aplicacionparacelulares/. Em Quito existe “Polícia Turística”, e qualquer denúncia pode ser efectuada através do seguinte link: http://www.gestiondefiscalias.gob.ec/rtourist

Pela sua localização geográfica tem-se registado alguns desastres naturais (terramotos, erupção vulcões, cheias, etc). Há vários vulcões activos (Cotopaxi, Tungurahua, Reventador) – todos são monitorizados diariamente e, em caso de perigo, são emitidos avisos antecipados (mais informação disponível no website do Instituto Geofísico Nacional do Equador:  http://www.igepn.edu.ec/ e Secretaria de Gestão de Riscos: http://www.gestionderiesgos.gob.ec/) É recomendável realizar a visita a estes vulcões acompanhado de um guia.

O risco de terramotos é real: em abril de 2016 um sismo de magnitude 7.8, na costa norte do país, provocou morte de centenas de pessoas e destruição massiva de infraestruturas. Desde então registaram-se algumas réplicas – a última, de magnitude 5.7, também na mesma região, no passado dia 19 dezembro, causando sobretudo destruição de infraestruturas.

  Existe também a aplicação “Ecuador Seguro”, para telefones de última geração, elaborada pelo Ministério Coordenador de Segurança do Equador, que oferece informação sobre fenómenos naturais que afetam o país e eventuais situações de emergência. Caso possível, e dada a sua utilidade, recomenda-se que faça uso desta aplicação aquando da visita ao Equador.




 

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