Portal das Comunidades Portuguesas

Ministério dos Negócios Estrangeiros

Colômbia

Última atualização: 2016-04-11

 

Nota importante


As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações e conselhos, e são suscetíveis de alteração a qualquer momento. Nem o Estado Português, nem as representações diplomáticas e consulares, poderão ser responsabilizados pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.


Destaques/ Avisos


A situação securitária na Colômbia melhorou significativamente nos últimos anos, com a redução da intensidade do conflito formal entre Governo e FARC (que se espera seja concluído ainda este ano), pelo que o turismo tem aumentado muito (tanto de estrangeiros como o próprio turismo interno de colombianos, algo que é muito recente).


Apesar dos altos níveis de criminalidade e violência, em geral os alvos não são turistas, pelo que a maioria dos turistas não encontra problemas superiores ao resto dos países da região.


Ainda assim, e a situação securitária é volátil e imprevisível, havendo vários grupos armados no país para além das FARC (nomeadamente ELN, bandos criminais e paramilitares), sendo que quanto mais remota for a localização, maior é o risco potencial para a segurança dos viajantes, desaconselham-se totalmente deslocações a algumas áreas.


Para além do dengue e chikunguña, doenças já conhecidas e algo frequentes na Colômbia há vários anos, têm-se registado recentemente vários casos de Zika, infeção similar (provoca quadro clínico semelhante, mas mais leve e, em geral, sem consequências graves: erupções cutâneas, febre, dores nos olhos, de cabeça, musculares e nas articulações que desaparecem após 3-7 dias). Trata-se de uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos como o Aedes aegypti. Não há vacina contra a febre do Zika e as medidas de prevenção e controle são semelhantes às da Dengue.


Recomenda-se em particular às grávidas que vivem ou se desloquem às regiões afetadas para evitar o contato com mosquitos, através do uso de repelentes apropriados e de roupa que cubra a maior parte do corpo, para reduzir o risco de contágio.


Transmissão é potenciada pelas condições climatéricas provocadas pelo El Nino, que favorecem a reprodução deste mosquito em climas quentes, abaixo dos 1800 metros, pelo que se espera que a fase expansiva da epidemia vá até junho/julho 2016 (ver cuidados de saúde)

 

Informação geral

Clima


Como a Colombia está próxima do Equador, as temperaturas ao longo do ano não variam muito. No entanto o clima varia conforme a altitude e vai desde um clima tropical húmido a frio. Há uma época seca e época das chuvas que normalmente é entre abril-maio e outubro-novembro. Nas regiões costeiras o clima é quente ou muito quente e tem tendência a ser húmido. Em Bogotá, o clima é temperado.


Idioma:
A língua oficial é o espanhol (castelhano).


Moeda local / sistema bancário:


A moeda local é o peso colombiano (COP).


A taxa de câmbio peso/dólar é divulgada diariamente pelos diversos meios de comunicação colombianos. Para outras informações consultar: www.bportugal.pt


Modalidades de pagamento: dinheiro, cheques, cartões de crédito.
Use os cartões de crédito e débito com cuidado e guarde recibos, para diminuir risco de clonagem. Ao levantar dinheiro através de cartões de débito/crédito escolha de preferência fazê-lo durante o dia e em sucursais bancárias, centros comerciais grandes ou supermercados para diminuir o risco de assalto e clonagem de cartões. Para menores taxas de levantamento consulte o seu banco para que o informem qual o representante local ou se tem acordos com um banco local.
Poderá trocar dólares americanos ou euros em bancos ou nas casas de câmbio. O único requisito é a apresentação do passaporte.
Os valores do câmbio em relação ao euro têm flutuado muito nos últimos tempos, uma vez que o peso colombiano é altamente dependente dos preços do petróleo e do valor do dólar americano.

 

Regime de entrada e estada

Vistos

Vistos - Na sequência da assinatura do Acordo de Isenção de Vistos UE – Colômbia, informa-se que os nacionais portugueses não necessitam de visto para entrada na Colômbia, para estadas de curta duração a partir de 3 de dezembro de 2015. Com uma autorização de entrada de turismo poderá permanecer em território colombiano até 90 dias seguidos e um máximo de 180 dias por cada 12 meses com múltiplas entradas, tenha cuidado para não ultrapassar o tempo legal de estada, as multas são severas.

No momento de entrada no território colombiano, poderá ter de apresentar bilhete de regresso ou de continuação de viagem. Consulte a página do Consulado da Colombia em Lisboa para mais informação antes de viajar: http://lisboa.consulado.gov.co.

Se entrar na Colômbia por terra (desde Brasil, Venezuela, Equador, Panamá) não se esqueça de carimbar o seu passaporte no momento de entrada pelas autoridades migratórias. Se o escritório da migração Colômbia na fronteira estiver fechado dirija-se de imediato ao escritório mais perto para tentar resolver essa situação. Se não o fizer, corre o risco de ser multado no momento de saída da Colômbia. Trata-se de situação na qual a Embaixada não poderá intervir pois é competência exclusiva das autoridades colombianas.

Se têm dupla nacionalidade: portuguesa e colombiana terá de usar os seus documentos de identificação colombianos (passaporte e cédula) para entrar e sair da Colômbia, assim como os portugueses para entrar e sair do território português.

Atenção que as autoridades colombianas são muito estritas no que respeita a normas de vistos, aplicando multas severas se qualquer situação de ilegalidade se apresentar, sobretudo quando se praticar alguma atividade lucrativa, mesmo que de forma ocasional, se entrou no território colombiano como turista. Consulte a Embaixada da Colômbia em Lisboa para toda viagem que não seja só para praticar atividades lúdicas e turismo: http://lisboa.consulado.gov.co.

Critérios de entrada/saída e procedimentos relacionados com vistos de permanência, trabalho, residência ou acompanhamento familiar podem ser aplicados com diferentes critérios em vários pontos de entrada/saída ou centros de imigração do país, sendo estes procedimentos competência exclusiva e discricionária das autoridades colombianas, sob os quais a Embaixada de Portugal não tem qualquer controle.

Validade do passaporte

O seu passaporte deverá ter validade mínima de 6 meses a partir do dia de entrada na Colômbia. Aconselhamos que tenha sempre consigo uma fotocópia do seu passaporte assim como do selo de entrada na Colômbia, na eventualidade de extravio ou furto.

Regulamento fronteiriço

É proibida a entrada de produtos comestíveis perecíveis. Só pode viajar com um total de $10.000 USD em numerário no momento de entrada ou saída da Colômbia. Todo montante superior a $10.000USD poderá ser confiscado e, se considerado pelas autoridades lavagem de ativos, poderá ser castigado com uma multa ou pena de prisão.

Todo turista ou colombiano não residente poderá no momento de saída do território colombiano pedir devolução de IVA em compras realizadas através de um cartão de crédito internacional (decreto de lei 2925 de 2008). Este processo realiza-se nos escritórios da DIAN no aeroporto no momento de saída do território, onde será necessário apresentar passaporte, autorização de entrada no país (carimbo), faturas e preencher um formulário. A devolução é feita para o cartão de crédito que indicar no formulário num prazo de 3 meses.

Autorização de entrada e saída de menores

Todo menor de idade residente na Colômbia que viaja sem o acompanhamento dos dois pais necessita de uma autorização escrita e autenticada do pai não acompanhante ou de ambos os pais se for o caso. A autorização deverá ser autenticada por um notário, por um consulado da Colombia no estrageiro ou pelo posto consular português. Deverá conter a seguinte informação: destino, motivo de viagem, data de saída e data de regresso. Deve consultar a Migração Colômbia (http://migracioncolombia.gov.co/index.php/es/recomendaciones-salida-de-ninos) ou o Consulado da Colombia em Lisboa (http://lisboa.consulado.gov.co) para mais informação antes de viajar.

Conselhos para Cidadãos Portugueses que pretendam viver e/ou trabalhar na Colômbia.

Aconselhamos a todos os cidadãos portugueses que pretendam viver e trabalhar na Colômbia, que contactem a Embaixada da Colômbia em Portugal (link: http://lisboa.consulado.gov.co) ou a Migración Colômbia (link: www.migracioncolombia.gov.co) para se informarem qual o tipo de visto que se adapta no seu respetivo caso e que documentos são necessários.

Informe-se antes de vir quais os documentos que têm de ser apresentados apostilhados, o que deverá tratar em Portugal antes da viagem (a apostilha, formalidade que certifica a autenticidade dos atos públicos, é um procedimento que deve ser solicitada em território nacional junto da Procuradoria Geral da República (www.ministeriopublico.pt/perguntas-frequentes/servico-apostilas), autoridade central/competente para efeitos da emissão/verificação de apostilas).

Desaconselhamos vivamente a viajar sem informação sobre vistos de longa duração para a Colômbia, sobretudo uma vez que há documentos que só podem ser solicitados em território nacional e a Embaixada de Portugal em Bogotá não é a autoridade competente para facultar informação sobre vistos para a Colômbia.

Não ultrapasse a duração do seu visto e evite viajar com visto de turismo para o território colombiano se a intenção é ficar a residir no país.

Critérios de entrada/saída e procedimentos relacionados com vistos de permanência, trabalho, residência ou acompanhamento familiar podem ser aplicados com diferentes critérios em vários pontos de entrada/saída ou centros de imigração do país, sendo estes procedimentos competência exclusiva e discricionária das autoridades colombianas, sob os quais a Embaixada de Portugal não tem qualquer controle.

Condições de segurança

Segurança por zonas

As condições de segurança são precárias, mas variam muito por departamento.

Zonas de risco alto

Devido às graves condições de insegurança, desaconselha-se qualquer viagem às seguintes áreas:

- Sul de Bogotá;

- Departamentos de Putumayo, Arauca, Valle del Cauca (em particular o porto de Buenaventura), Caquetá, Guaviare, Vichada,Vaupes, Guainía, Norte de Santander (em especial Catatumbo, zona onde foram sequestrados 2 alemães em 2012) (exceto cidades capitais), Meta (exceto a cidade VillaVicencio; recomenda-se também que o rio Canõn Cristales apenas seja visitado com agências de viagens reputáveis, e por via área por exemplo a partir da cidade de La Macarena);

- Departamento de Cauca, exceto a capital Popayán e a estrada entre as ruinas de San Augustín (no departamento de Huila). Aconselha-se neste caso a viajar durante o dia, sempre pela estrada principal e nunca por vias secundárias.

- Departamento de Chocó, exceto as zonas de observação de baleias: Nuquí e Bahía Solano, aconselha-se a viajar para estas zonas por via aérea e não se aconselha a viajar por via terrestre nem a sair das vilas turísticas, por risco de sequestro;

- Departamento de Nariño, em especial a costa do Pacífico e em particular o porto de Tumaco, mas com exceção a capital Pasto e a fronteira de Ipiales onde se encontra a Santuário de Las Lajas.

- Fronteira com Panamá e Golfo de Urabá;

- Serra Nevada de Santa Marta, exceto em caso de trekking para a Ciudad Perdida, que só deve ser efetuado com agências de viagens reputáveis. No Parque Tayrona há zonas consideradas de alto risco de afogamento devido a contracorrentes, recomenda-se apenas tomar banho de mar em zonas sinalizadas para o efeito e seguir cuidadosamente as indicações das autoridades. Também não convém afastar-se dos caminhos principais e andar na floresta ao cair do dia.

- Zona fronteiriça com a Venezuela nos departamentos de La Guajira (zona onde foram recentemente sequestrados dois espanhóis), César e Boyacá.

A fronteira entre Venezuela e Colômbia no estados de La Guajira e Norte de Santander está encerrada desde Setembro 2015, pelo que devem ser evitadas quaisquer tentativas de atravessar a fronteira nestas zonas por via terrestre.

Zonas de risco médio ou baixo

Existem algumas áreas do país onde o risco é considerado médio ou baixo como: área norte de Bogotá, Medellín, Cartagena das Índias (não o resto do departamento de Bolivar), arquipélago de San Andrés y Providencia, a cidade de Popayán (não o resto do departamento de Cauca), cidade de Letícia, para além de, genericamente, as capitais dos diversos departamentos da Colômbia e os centros turísticos serem mais seguros do que as zonas rurais, que devem ser evitadas.

Outros conselhos de segurança:

A situação de segurança na Colômbia é em geral difícil, dado a que à delinquência comum somam-se as atividades do narcotráfico e dos grupos armados ilegais, o que resulta num inegável clima de violência e insegurança, se bem que nos últimos anos estas têm vindo a diminuir.

Assim, em qualquer deslocação à Colômbia, recomenda-se que se sigam todos os procedimentos de segurança que o bom senso indica (evitar falar ao telemóvel na rua; usar objetos de ostentação; passear por lugares pouco frequentados; levantar dinheiro na rua e evite andar com grandes quantias de dinheiro) e que se mantenha uma atitude de vigilância e cautela.

Alerta-se sobre os perigos em matéria de droga. A posse e o tráfico de drogas são severamente punidos por lei na Colômbia (as prisões são geralmente duras e as penas de prisão agravadas, de 3 a 20 anos). Cada viajante deverá fazer as suas próprias malas e não transportar qualquer encomenda de uma outra pessoa, nem nunca perder de vista as suas bagagens. Em hipótese alguma deverá aceitar a ajuda de desconhecidos para transportar suas bagagens.

A utilização de drogas (ex. "Burudanga") em bebidas, sprays, cigarros ou, até mesmo pela inalação do seu fumo, provoca a perda de vontade, pelo que aquelas são utilizadas em roubos, raptos e assaltos a residências. As principais vítimas são geralmente viajantes não acompanhados. Este tipo de agressão é mais comum em locais públicos e transportes coletivos. Assim, é de evitar qualquer oferta por parte de estranhos, devendo-se guardar distância quando por eles se é abordado com pedidos de informação.

É comum o roubo de documentos para falsificações, pelo que é preferível que os originais fiquem em cofres nos hotéis ou bancos. Em caso de assalto não se deve oferecer resistência.

Há que ter atenção e manter-se vigilante se abordado por supostos polícias que queiram verificar seus documentos, pois há casos confirmados de "falsos polícias" que utilizam esse método para tentar assaltar turistas. A não ser que seja fisicamente ameaçado, evite entregar-lhe documentos ou dinheiro e peça-lhe que o acompanhe à esquadra de polícia mais próxima ou ao seu hotel.

Assistem-se ainda a vários casos de rapto/ sequestro na Colômbia para troca de resgate ou por razões políticas. A forma mais comum de sequestro é o chamado “passeio milionário” ou “sequestros express”. São sequestros de curta duração com o objetivo de roubar o máximo de dinheiro, através do roubo de cartões e seus códigos e às vezes residências. Maior parte destes sequestros acontece nas grandes cidades e em táxis apanhados na rua. Por esta razão os táxis devem ser sempre chamados por telefone em lugares seguros (como em hotéis e restaurantes) ou através de aplicações de telemóvel (exp: easytaxi, tapsi, uber), sendo de evitar tomá-los na rua.

Os carros devem ser estacionados nos parques que lhes são destinados pois, se estacionados na rua, podem ser considerados como potenciais carros armadilhados.

Em Bogotá, o norte da cidade é mais seguro, no que respeita à criminalidade violenta, mas não está imune a assaltos de esticão, pickpockets, assaltos a automóveis e “passeios milionários”.

Além do mais, recomenda-se não utilizar estradas rurais, muito especialmente à noite (de qualquer é mais aconselhável viajar por via aérea).

Terrorismo: Em matérias de terrorismo a situação tem vindo a melhorar nos últimos anos, no entanto há ainda zonas de conflito armado (ver zonas de alto risco acima). Apesar das negociações entre o Governo e as FARC (iniciadas em 2014) – estando em vigor um cessar-fogo unilateral declarado por esta guerrilha, e a ELN (anunciadas para começar ainda este ano, 2016) e de se falar na assinatura iminente de um acordo de paz com as FARC, há zonas ainda sobre controlo e de atividade destes grupos, que coincidem geralmente também com zonas de atividade do narcotráfico (segundo as Nações Unidas o cultivo da coca continua a aumentar).

Os turistas não são geralmente objetivo das guerrilhas colombianas, mas ao encontrarem-se em zonas de alto risco e de ocupação destes grupos armados, facilmente podem tornar-se dano colateral das suas atividades terroristas e de narcotráfico.

Minas antipessoais: Há várias zonas da Colômbia ainda afetadas por minas antipessoais e explosivos não detonados, as zonas afetadas são maioritariamente rurais e não estão assinaladas. Desaconselha-se vivamente sair de estradas principais e deslocações a zonas remotas.

Desastres Naturais: Há zonas do país com atividade volcânica e sísmica média (são registados todos os anos alguns terramotos de magnitude superior a 4 na escala de Richter), de inundações e de seca. Durante a época das chuvas (Abril-Maio; Outubro-Novembro) podem ocorrer inundações graves que afetam as infraestruturas do país e que provocam derrocadas de terras. Informe-se junto da Polícia Nacional, da Oficina de Atenção e Prevenção de Desastres ou do Serviço Geológico Colombiano (www.sigpad.gov.co; www.policia.gov.co; www.sgc.gov.co) antes de qualquer deslocação para zonas de risco, principalmente para zonas de atividade volcânica como o Nevado Del Ruiz (departamentos de Caldas e Tolima) e Volcão Chiles em Cumbal, departamento de Nariño na fronteira com o Equador.

Transportes

• Transporte aéreo

Principais aeroportos: Bogotá, Medelim, Cali, Cartagena e Barranquilla. A rede de transportes aéreos funciona de uma maneira geral bem. Existem várias companhias aéreas que efetuam voos diários para todo o território colombiano. O atendimento é bom. As principais companhias aéreas são: AVIANCA, SATENA, LAN Colombia, VivaColombia (lowcost), Easyfly (lowcost), Copa Airlines Colombia.

Verifique com a sua companhia aérea com que tempo de antecedência deve estar no aeroporto: o habitual é 2 horas para voos internos e 3 horas para voos internacionais. 


• Transporte rodoviário

Quase todo o transporte é rodoviário. A rede de estradas é, em geral, má devido à zona montanhosa e a chuvas fortes que estragam os pavimentos. Existem poucas autoestradas e a maioria apesar de estradas nacionais (só com uma faixa para cada lado) são concessões e tem custos de portagem. 
São conhecidos os assaltos nos autocarros, evite expor objetos de ostentação, laptops, máquinas fotografias, tablets, telemóveis, grandes somas de dinheiro, e afastar-se dos seus objetos pessoais. Evite viajar durante a noite e especialmente atravessar fronteiras no período noturno; é desaconselhado pedir boleia, e tenha em conta que o risco de sequestro e violência aumenta nas zonas rurais e suburbanas. Há também o risco de assalto a autocarros pelas guerrilhas em falsos controlos.
Para viajar de autocarro, é aconselhável que o faça acompanhado e através de uma agência turística reputada. As estradas principais são relativamente seguras durante o dia.


- Conduzir na Colômbia

Para conduzir na Colômbia sendo turista é necessário uma carta de condução portuguesa ou internacional válida e seguro automóvel. Conduza apenas nas estradas principais, nunca ofereça boleia e evite conduzir durante a noite. Não há tolerância em matéria de alcoolemia, ou seja, a taxa de alcoolemia permitida para conduzir é de zero.


• Transporte ferroviário

Não existe uma rede de transportes ferroviária a nível nacional.

 

Cuidados de saúde

Antes da viagem:

- Recomenda-se a todos os viajantes que tenham seguro médico e de viagem.  

- Consulta do viajante - www.ihmt.unl.pt/consulta-do-viajante/

Vacina obrigatórias: nenhuma

Recomendadas: Febre-amarela. É necessária para entrar na maioria dos Parques Nacionais colombianos. Também as autoridades de países próximos, como o Brasil e Costa Rica, exigem esta vacina aos viajantes estrangeiros procedentes deste país, mesmo que aqueles não tenham visitado as zonas afetadas, pelo que as companhias aéreas não deixam embarcar passageiros para estes destinos que não apresentem o boletim de vacinação em dia. Esta vacina deve ser realizada entre 10 a 15 dias antes da viagem.

Dependendo do roteiro, duração e condições de viagem, é recomendado viajar com as seguintes vacinas em dia: Febre tifoide, hepatites A e B, raiva, diferia-tétano-poliomielite. 

Cuidados de saúde: É altamente aconselhável que, antes de viajar, se obtenha um seguro de viagem e de saúde que cubra o maior número possível de riscos.

Nas zonas costeiras e florestais da Colômbia, em especial na área de Santa Marta, existe o risco de contrair febre-amarela, pelo que se recomenda a vacinação contra essa doença. Nas zonas tropicais de baixa altitude, em especial na costa do Pacifico e na amazónica, há risco de contrair malária, risco esse bastante mais reduzido na costa caribenha.

Autoridades colombianas identificaram já um número elevado de casos de pessoas infetadas com o vírus chikingunya. É provocada pela picadela do mosquito aedes albopictus e os sintomas, que podem manifestar-se durante 10 a 12 dias, são caracterizados por febre, dores fortes nas articulações e de cabeça, náuseas e fadiga. Apesar de não existir vacina ou tratamento para esta infeção, raramente é mortal.

Este mosquito encontra-se por todo o território colombiano nas zonas abaixo dos 2.200 metros de altitude em relação ao nível do mar. As zonas registadas como de maior risco de contágio são as de Medellín, Cali e Barranquilla, bem como San Joaquín, San Juan Nepomuceno, María la Baja e Mahates, no Departamento de Bolívar. Na capital, Bogotá, o risco é baixo ou inexistente.

Deve evitar-se a exposição ao anoitecer e, caso se manifestem os sintomas acima referidos, deve consultar um médico.

Febre do Vírus Zika - Segundo a literatura mais de 80% das pessoas infetadas não desenvolvem manifestações clínicas (quando presentes são caracterizadas por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça e menos frequentemente, edema, dor de garganta, tosse, vômitos e hematospermia). Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a artralgia pode persistir por aproximadamente um mês.

O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de medicamentos para o controle da febre e da dor (paracetamol). No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico (aspirina) e outras drogas anti-inflamatórias em função do devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infeções por síndrome hemorrágica como ocorre no caso da Dengue.

Prevenção

Não há qualquer vacina ou tratamento contra o Zika vírus e as medidas de prevenção e controle são semelhantes às da Dengue, nomeadamente a proteção contra picadas de mosquitos através do uso de repelentes. Uso de roupas claras, de algodão e de mangas cumpridas, ter particular cuidado ao nascer e por do sol, e não estar perto de águas paradas e limpas (zonas de criação do mosquito).

Recomenda-se em particular às grávidas a utilização de repelente tópico, considerando a possível relação entre a infeção pelo vírus Zika e os casos de microcefalia diagnosticados no país. Estudos disponíveis na literatura, conduzidos em gestantes, indicam que o uso tópico de repelentes à base de DEET não apresenta riscos para o feto.

Recentemente foi também observada uma possível correlação entre a infeção Zika e a ocorrência de síndrome de Guillain-Barré (SGB) em locais com circulação simultânea do vírus da dengue, porém ainda não está confirmada a correlação.

É preciso estar atento ao surgimento dos sintomas da doença. Caso ocorra, deve-se procurar imediatamente orientação médica e evitar automedicação. O doente com dengue ou zika pode apresentar sintomas como a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e prurido cutâneo. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. O aparecimento sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura podem indicar um sinal de alarme e/ou de agravamento.

Os casos graves necessitam de especial atenção médica, pois podem ser fatais. É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas.

Devido à sua elevada altitude, Bogotá encontra-se fora da zona de risco de contração de doenças tropicais. No entanto, a adaptação à altitude (2600 metros) pode causar fortes dores de cabeça e grande cansaço nos primeiros dias, pelo que se recomenda a ingestão de líquidos não alcoólicos em quantidade e a limitação ao mínimo de atividades físicas.

Nas principais cidades (Bogotá, Medellín e Cali) a água é potável. Fora das grandes cidades desaconselha-se o consumo de comidas cruas, saladas, de bebidas com gelo e a verificação da cozedura suficiente dos alimentos, e aconselha-se a opção por águas engarrafadas.

A qualidade das infraestruturas médicas varia muito em qualidade no entanto nas principais cidades a qualidade das infraestruturas e da atenção médica é considerada muito boa e reconhecida na América Latina. É de referir também que a saúde na Colômbia é maioritariamente privada, o que comporta custos bastantes elevados, daí a importância acrescida de ter um seguro de saúde com vasta cobertura.

Poderá encontrar a maioria dos medicamentos em farmácias nas cidades. Poderá ser necessária uma prescrição médica de um médico local para medicamentos controlados e para tratamentos mais complexos.

Telecomunicações

As redes telefónicas, fixa e móvel (3G, 4G), são modernas e de uma maneira geral funcionam bem, só nalgumas zonas remotas poderá não haver sinal. Para a utilização de telemóveis portugueses deverá ser confirmada, junto das respetivas operadoras, se têm serviço de roaming. Há porém dificuldade no envio e recepçao de sms para a Europa.

Existe também de maneira geral acesso à internet wifi em hotéis, restaurantes e cafés, centros comerciais e nalguns museus.

Os principais operadores de telemóvel são: Claro; Movistar, Tigo, Une, Virgin mobile, Uff.

 Prefixo do país: +57 (seguido do prefixo da cidade)

 Ligar para números fixos a partir de um telemóvel local, marcar: 03 + prefixo da cidade + número

Informações úteis

Números de emergência na Colômbia - Policia Nacional: 112/ 4280677 / 4282272 / 3159180;

- Bombeiros: 119 / 2355166 / 2178334; - Emergência Médica: 125;

- Número Único de Segurança e Emergência (NUSE) – 123

- Salud Capital (informações sobre urgências, ambulâncias, vacinações, farmácias 24 horas, etc., em Bogotá):137.

- Cruz Vermelha: 4376300

- Departamento Administrativo de Segurança (DAS) 4088000

- Oficina de Atenção y Prevenção de Desastres: 4292800

- Para qualquer queixa relacionada com serviços turísticos, podem dirigir-se à Superintendência Delegada para a Proteção ao Consumidor (Superintendência de Indústria e Comércio) na Cra 13 #27-00, piso 3-4-5 e 10; Telefone: +571 5870000 e +571 5920400, link: http://www.sic.gov.co

Números de Emergência Consular em Portugal

Se é cidadão português ou familiar ou amigo de algum cidadão português em situação de emergência, contacte por favor o Gabinete de Emergência Consular:

• Telefone de Emergência (atendimento 24 Horas)      707 202 000

. Telemóvel de Emergência (atendimento 24 Horas)   96 170 64 72

• Linhas telefónicas fixas:                                          21 792 97 14/15

• Fax Geral                                                                21 792 97 75

• Endereço de correio eletrónico geral:                     gec@mne.pt

Endereços dos principais hospitais e clínicas

Bogotá:

- Clinica del Country:  Cra. 16 #82-57, telefone 530 0470 - 530 1270;

- Fundação Santa Fé de Bogotá: Calle 116, 9-02 - Tel. 6290766;

- Hospital Simon Bolívar: Carrera 7, 165-00 - Tel. 6732600;

- Clinica San Pedro Claver: Calle 24, 29-61 – Tel. 3689000;

- Fundação Clínica Shaio: Dg. 115a #70C - 75, Suba- Tel. (1) 5938210

- Fundação Cardio-Infantil: Cl. 163a #13B-60, Cundinamarca Tel. (1) 6672727

- Hospital San Jose ou Lorencita Villegas de Santos: Cra 52#67ª-71 ou Cra 53#67ª-18 (urgências), Tel. +57(1) 4377540

Medellín:

-Hospital Pablo Tobón Uribe: Calle 78B#69-240, Tel.+57 (4) 4459000

-Hospital Universitário de San Vicente Fundación: Calle 64#51D-154, Tel. +57(4) 4441333

-Clínica las Américas: Diagonal 75B N. 2A-80/140, Tel. +57 (4)3412946

-Hospital General de Medellín: Cra. 48 #32, Tel. +57 (4)3847300

-Clínica Universitária Bolivariana: Robledo Carrera 72a No. 78b-50, Tel: +57(4) 445 5900

-Clínica León XIII: Calle 69#51C-24 Barrio Sevilla,+57 (4) 4449570 e +57(4) 4447085

-Clínica Medellín: Cl. 53 #4638, Tel. +57 (4) 3568585

Cartagena:

- Hospital Bocagrande: Calle 5, Carrera 6, Tel. 6655270;

- Hospital Naval de Cartagena: Carrera 2 Base Naval - Tel. 6655360;

- Clínica Madre Bernarda: La Providencia – Tel. 6531744.

Consulte também os contactos da Embaixada e dos Consulados Honorários.

Endereços das representações consulares portuguesas (postos e secções consulares) no estrangeiro: http://www.portaldascomunidades.mne.pt/

Endereços das representações estrangeiras (diplomáticas e consulares) em Portugal: http://www.min-nestrangeiros.pt/

 

 

 

 

 

Partilhar:
FacebookTwitterGoogle +E-mail