Última atualização: 2017-04-01

 

Nota importante


As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações e conselhos, e são suscetíveis de alteração a qualquer momento. Nem o Estado Português, nem as representações diplomáticas e consulares, poderão ser responsabilizados pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.


Destaques/ Avisos

A situação securitária na Colômbia melhorou significativamente nos últimos anos, com a entrada em vigor do cessar-fogo bilateral e definitivo entre Governo e FARC (assinatura do processo de paz teve lugar em Novembro 2016), pelo que o turismo tem aumentado significativamente (tanto de estrangeiros como o próprio turismo interno de colombianos, algo que é muito recente).


Apesar dos altos níveis de criminalidade e violência, em geral os alvos não são turistas, pelo que a maioria dos visitantes estrangeiros não encontra problemas superiores aos que encontrariam no resto dos países da região.


Ainda assim, e a situação securitária é volátil e imprevisível, havendo vários grupos armados no país para além das FARC (nomeadamente ELN, bandos criminais e paramilitares), sendo que quanto mais remota for a localização, maior é o risco potencial para a segurança dos viajantes, desaconselham-se totalmente deslocações a algumas áreas.


Para além do dengue e chikunguña, doenças já conhecidas e algo frequentes na Colômbia há vários anos, registaram-se vários casos de Zika, infeção similar (provoca quadro clínico semelhante, mas mais leve e, em geral, sem consequências graves: erupções cutâneas, febre, dores nos olhos, de cabeça, musculares e nas articulações que desaparecem após 3-7 dias). Trata-se de uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos como o Aedes aegypti. Não há vacina contra a febre do Zika e as medidas de prevenção e controle são semelhantes às da Dengue.


Recomenda-se em particular às grávidas que vivem ou se desloquem às regiões afetadas para evitar o contato com mosquitos, através do uso de repelentes apropriados e de roupa que cubra a maior parte do corpo, para reduzir o risco de contágio.


Transmissão é potenciada pelas condições climatéricas provocadas pelo El Nino, que favorecem a reprodução deste mosquito em climas quentes, abaixo dos 1800 metros, pelo que se espera que a fase expansiva da epidemia vá até junho/julho 2016 (ver cuidados de saúde)

 A Colômbia anunciou recentemente que vai passar a ser exigida (a partir do dia 1 Abril de 2017) a vacina da febre-amarela para deslocações a algumas regiões do país. Trata-se de uma medida preventiva, atendendo ao alerta recentemente emitido pela Organização Mundial da Saúde e pela Organização Pan-americana da Saúde face à circulação do vírus nos continentes americano e africano. Neste momento a febre-amarela na Colômbia está concentrada nas regiões de selva, não tendo ainda chegado às zonas urbanas, pelo que é importante redobrar as medidas preventivas.
- Departamentos Amazonas, Caquetá, Casanare, Cesar, Guainía, Guaviare, Guajira, Meta, Putumayo, Vaupés e Vichada (onde mais de 80% dos municípios são considerados de alto risco);
- Magdalena: distrito de Santa Marta e municípios de Ciénaga e Aracataca;
- Norte de Santander, zona del Catatumbo: municipios de Convención, El Carmen, El Tarra, Teorama, Sardinata, Tibu, El Zulia, Hacarí e San Calixto;
- Chocó: Rio Sucio, Carmen del Darién, Juradó, Nuquí, Unguía;
- En Antioquia: Dabeiba, Mutatá, Turbo, Yondó.Assim, viajantes nacionais e internacionais terão que apresentar o certificado de vacinação contra a febre-amarela caso se desloquem a uma destas zonas (o distrito de Santa Marta em particular, onde fica localizado o Parque Tayrona, é um dos mais visitados por turistas)
Também as autoridades de países próximos, como o Brasil e Costa Rica, exigem esta vacina aos viajantes estrangeiros procedentes deste país, mesmo que aqueles não tenham visitado as zonas afetadas, pelo que as companhias aéreas não deixam embarcar passageiros para estes destinos que não apresentem o boletim de vacinação em dia.
Esta vacina deve ser realizada entre 10 a 15 dias antes da viagem e pode ser realizado em qualquer centro médico na Colômbia.
Mais informação disponível em:  www.minsalud.gov.co/saludalviajero.

 

 

 

 

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